terça-feira, 28 de julho de 2015

Bem que se quis - e deixou de querer.

A solidão não é
um ajuste de contas
entre eu mesmo e cada história
que escapou do enredo ideal.

Se trata de um salto, um mergulho
para dentro de si,
onde posso vislumbrar os próprios
demônios há tempo disfarçados.

Entre um verso e outro
o medo tenta me contaminar.
Mas não consegue. Outra perspectiva pode ser construída
mesmo diante um abismo de incertezas.

Eu não quis ter certeza de nada.
Se disso dependesse a afirmação de
minha existência, certamente
eu teria fracassado.
Apenas me dispus a compreender
que é possível encontrar dentro de si
mais vida que o mundo exterior pode suportar.
Geralmente ele não me suporta.
Por que eu sorrio de uma orelha até a outra
mesmo quando esse velho mundo
diz que eu devo lamentar.

Entre nós, a solidão só dilacera quem
não consegue seguir o plano universal.
Desculpe-me, velho mundo,
eu saí pela tangente, pois
estar só é estar no plural.

terça-feira, 14 de abril de 2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Espelho, espelho - meu?!

(Fonte: google imagens)

Meu corpo já não pertence mais a mim. Está preso ao olhar e julgamento alheio. Querem decidir por mim o tom da minha pele, o tamanho do meu cabelo, a cor dos meus olhos, minha altura e peso. Porém, eu disse não.E saí nua por aí.